Suicídio do Presidente Getúlio Vargas em 24 de Agosto de 1954

Getúlio Vargas por Airton Engster dos Santos
Fotos - Memorial da Aepan-ONG
Multidão no velório de Getúlio Vargas
Campanha Presidencial em 1950
Comemorando o 1° de Maio no RJ
Presidente Getúlio Vargas

Getúlio Vargas

Riograndense, filho do militar Manuel do Nascimento Vargas e de Cândida Dornelles, de rica família de estancieiros gaúchos, Getúlio alistou-se aos quinze anos de idade no sexto Batalhão de Infantaria de sua cidade natal. Promovido a segundo sargento em 1899, obteve autorização para ingressar na Escola Militar, da qual acabou excluído por ter participado de um motim. Transferido para o 25º Batalhão de Porto Alegre, pouco depois pediu baixa do Exército e matriculou-se na Escola de Direito de Porto Alegre, na qual se formou em 1907. Logo foi nomeado para a segunda promotoria no tribunal da capital gaúcha.

Em 1909 elegeu-se deputado à Assembléia Legislativa estadual, como representante do Partido Republicano Rio-Grandense. Em 1911 casou-se com Darcy Sarmanho Vargas, com quem teria cinco filhos. Reconduzido ao Parlamento estadual em 1917 e em 1921, Getúlio ocupou, a partir de 1923, uma cadeira de deputado federal, tornando-se líder da bancada gaúcha. Em 1926, durante o governo de Washington Luís, foi ministro da Fazenda, mas deixou o cargo no ano seguinte para assumir o governo do estado do Rio Grande do Sul.

Em 1929, ainda governador, começou a articular a formação da Aliança Liberal, lançando em setembro sua candidatura à presidência da República contra o candidato oficial Júlio Prestes. Em outubro de 1930, teve início o movimento armado que, um mês depois, levaria Vargas ao poder, como chefe do governo provisório. Eleito pelo Congresso em 1934, tornou-se presidente de direito.

Antes de completar o mandato, porém, desencadeou um golpe de Estado em 1937, instalando o Estado Novo. Governou com poderes ditatoriais até ser deposto em 1945. Esse período foi marcado pela centralização do poder, pela intervenção do Estado na economia e por uma política trabalhista voltada para o enquadramento das organizações operárias.

Fora do poder, Getúlio continuou a influir na vida política e partidária, colocando-se na oposição ao presidente eleito em 1946, Eurico Gaspar Dutra. Candidato à presidência em 1950, elegeu-se com 48,7% dos votos e tomou posse em janeiro de 1951. Dessa vez governou como chefe populista. Enfrentando forte oposição, Vargas resolveu o impasse político suicidando-se com um tiro no coração, no Palácio do Catete, a 24 de agosto de 1954.

Airton Engster dos Santos

Histórias da Nossa História - Estrela-RS - Primeiros Anos do Século XX

Texto - Airton Engster dos Santos
Estrela-RS - Anos 1920

Estrela-RS - Anos 1920

Município de Estrela – Início Século XX
Considerações Gerais:

Numa sintese não é possível dar uma idéia precisa do que foi o município de Estrela no início do Século XX, com sua grande capacidade produtora.

Essa idéia só pode ter quem pesquisa nos diversos livros que tratam do assunto, estudando a luz do que era produzido, do que possuía e acreditava  sua coletividade.

Do ponto de vista agrícola, o que se via, desde logo, é de que as terras que dispunha Estrela eram esplendidas, prestando-se de maneira admirável, a produção das mais variadas espécies de culturas.

A agricultura, base da riqueza do município de Estrela era muito adiantada tendo no aspecto colonial a grande força impulsora das lavouras em todas localidades.

Era admirável a fertilidade das terras  próprias para agricultura cujo fator natural de irrigação sempre contribuiu.

A maior produção  agrícola do município era de milho, mandioca, trigo, arroz, fumo entre outras.

A indústria pastoril, por outro lado, também gerava retorno aos produtores.

As terras não cultivadas às margens dos rios e arroios que banham o município eram utilizadas para criação animal, sendo que suas pastagens, querem por sua qualidade, variedade e abundância eram das melhores da região.

 A criação de bovinos era destacada no município.

Também importante destacar atuação dos administradores, especialmente do Intendente Manoel Ribeiro Pontes Filho, considerado inteligente, ativo, patriota e bem intencionado. Estrela muito lhe deve por notáveis feitos.

Uma terra rica e bem administrada, assim era Estrela no início do Século XX.

Outra causa para o crescimento de Estrela naquela época, com franca prosperidade, era sem dúvida nenhuma, o seu ótimo sistema de viação no Rio Taquari e estradas para carroças que ligavam o município com outras localidades. Tudo isso favorecia o escoamento da produção de sua indústria e da agricultura.

As comunicações por via fluvial com a capital do Estado e municípios ribeirinhos eram diárias sendo que o Porto de Estrela era visitado por grande número de embarcações, quer vapor, quer a gasolina que aqui chegavam e saiam constantemente, transportando mercadorias e passageiros.

Quanto ao sistema de viação terrestre, era mantido pela administração pública que procurava melhorar e conservar as estradas constantemente. De quando em vez encontrava apoio do governo do Estado do RS.

Estrela possuía também um bom sistema de pontes e pontilhões de rodagem, implantados nas estradas de maior movimento, cortadas por cursos de água, por onde passavam carroças e cavalos transportando as riquezas produzidas na zona colonial.

A população de Estrela era considerada religiosa, trabalhadora e ordeira.
Estrela já possuía ótimos templos religiosos e magníficas escolas.

Com todo esse patrimônio moral e material a grandeza de Estrela era incalculável.

Texto - Airton Engster dos Santos
Fonte - Memorial da Aepan-ONG

O Memorial da Aepan-ONG recebeu doação de um conjunto de livretos de Cordel

Literatura de Cordel, denominação dada em Portugal e difundida no Brasil, é poesia popular, história contada em versos, em estrofes a rimar, escrita em papel comum feita para ler ou cantar. A capa do folheto é em xilogravura, trabalho artesão que esculpe em madeira um desenho preparando a matriz para reprodução

Aepan-ONG recebeu livretos de Cordel

Literatura de Cordel

Literatura de Cordel

Literatura de Cordel

Literatura de Cordel

Literatura de Cordel

Literatura de Cordel


Aepan-ONG recebeu livretos de Cordel
O Memorial da Aepan-ONG recebeu doação de um conjunto de livretos de Cordel.

Literatura de Cordel, denominação dada em Portugal e difundida no Brasil, é poesia popular, história contada em versos, em estrofes a rimar, escrita em papel comum feita para ler ou cantar. 

A capa do folheto é em xilogravura, trabalho artesão que esculpe em madeira um desenho preparando a matriz para reprodução.

Produção típica do Nordeste do Brasil, o Cordel é uma ótima sugestão para estimular a garotada a produzir textos. 

Os livretos ficam expostos num varal como este da imagem anexa, afinal esta é a origem da Literatura de Cordel.

Autores de Cordel costumam ser bem acessíveis para dar palestras e se apresentarem. 

No Rio de Janeiro, existe a Academia Brasileira do Cordel. Vale a pena uma visita!

23ª Festa Nossa Senhora da Rosa Mística - Estrela-RS

23ª Festa Nossa Senhora da Rosa Mística - Estrela-RS
23ª Festa Nossa Senhora da Rosa Mística - Estrela-RS
23ª Festa Nossa Senhora da Rosa Mística - Estrela-RS

10 Anos sem Jorge Amado

Jorge Amado

Jorge Amado

Jorge Leal Amado de Faria nasceu em Itabuna no ano de 1912. Formado em direito pela Universidade do Rio de Janeiro, se envolveu com o comunismo e foi exilado do país por duas vezes. Suas obras passam de uma fase cheia de questões sociais para a discussão da sensualidade feminina. 

O romancista é o autor mais adaptado da televisão brasileira com obras como Tieta do Agreste e Gabriela, Cravo e Canela. Jorge Amado viveu exclusivamente dos direitos autorais dos seus livros e foi participante ativo do candomblé durante toda a vida. Morreu em 6 de agosto de 2001, aos 88 anos, por complicações no seu quadro de diabetes. Confira algumas imagens da vida do autor:

28 de Agosto – Dia da Legalidade

Legalidade - 50 Anos - Leonel Brizola

Legalidade - 50 Anos - Leonel Brizola

Legalidade - 50 Anos - Leonel Brizola


28 de Agosto – Dia da Legalidade

Em 25 de agosto de 1961, Jânio Quadros havia renunciado ao cargo, de Presidente do Brasil, enquanto João Goulart, vice-presidente, estava em visita à China. O Brasil viveu momentos de instabilidade nunca vista desde1954.
Os militares, sob influência direta dos Estados Unidos, impediram Jango de assumir o cargo como mandava a lei.
Leonel Brizola, então governador do Rio Grande do Sul, inicia um movimento de resistência, pregando a legalidade, ou seja, a posse de Jango como Presidente do Brasil.
Brizola falava ao povo pela rádio Guaíba e iniciou o movimento denominado a rede da legalidade.
Os discursos de Brizola eram transmitidos a partir de um estúdio montado no porão do palácio Piratini, a partir do dia 28 de agosto de 1961, sob orientação do engenheiro Homero Simon, que cuidou para que rádios do interior retransmitissem a programação.
Em ondas curtas, a legalidade alcançava ouvintes em outros estados brasileiros.
Fonte - Memorial da Aepan-ONG