Exposição em Estrela-RS - 140 Anos da Imigração Italiana para o Rio Grande do Sul


Editorial:

Rio Grande do Sul está comemorando 140 anos da chegada dos imigrantes italianos. Especialistas na fabricação de vinhos, eles transformaram o Sul na maior região produtora do país. Foi em Nova Milano, distrito de Farroupilha, que chegaram os primeiros imigrantes italianos no estado, com muito trabalho, mesa farta e a alegria das músicas.

Quem hoje se encanta com as belezas, a prosperidade e a cultura da Serra Gaúcha talvez nem imagine as dificuldades enfrentadas por esses imigrantes. Em 1861, a Itália, até então dividida em reinos, com moedas, sistema político e línguas diferentes, foi unificada. Os impostos aumentaram e o desenvolvimento da indústria prejudicou os agricultores.

A vida no campo já não rendia mais como antes e a falta de tecnologia tornava as terras cada vez mais desgastadas, improdutivas. A solução para fugir da miséria era deixar o país e, no imaginário italiano, o Brasil era a terra da fartura, com rios de vinho e montanhas de ouro.

Antes de ir para o Brasil era preciso fazer uma longa viagem na Itália. Dependendo do lugar, as famílias levavam até cinco dias para chegar até a estação de trem mais próxima, rumo ao porto de Gênova. De lá, as viagens de navio até o Brasil duravam 40 dias e as condições eram péssimas. “Era uma condição de pobreza, muitas pessoas e pouca comida”, afirma Luigi Merlo, presidente da autoridade portuária de Gênova.

Para entrar no Brasil, os italianos precisavam ter bons antecedentes e, de preferência, serem agricultores. “Essas pessoas tinham um limite de idade, que variava dos 20 aos 35 anos", explica Luiza Iotti, historiadora da Universidade de Caxias do Sul.

Foi essa gente trabalhadora que transformou uma terra que só tinha mato e pedras em uma região próspera e rodeada de parreirais. Os vinhedos do tempo da colonização deram lugar à modernidade. Novas formas de cultivo e investimento em pesquisa profissionalizaram a atividade, o que garantiu à Serra Gaúcha o reconhecimento de maior produtora de vinhos, sucos e espumantes do país.

Na região também está um dos principais polos metalmecânico do Brasil, que orgulha este povo trabalhador, que construiu lindas cidades e que sabe receber tão bem.

No Vale do Taquari, mais precisamente em Estrela, a presença dos italianos é marcante. Contribuíram grandemente para o desenvolvimento do município que tem predominância a população alemã. O convívio entre as duas etnias é saudável. Estão organizados na Società Italiana Fiori Dei Piani a qual vamos contar, neste trabalho, sobre sua história e atividades.

Além disso uma Exposição do Memorial da Aepan-ONG, contando a trajetória da Imigração Italiana está sendo promovida  na Prefeitura Municipal de Estrela-RS, até o dia 25 de julho. Após segue para Câmara de Vereadores onde permanece a disposição para visitação até 6 de agosto de 2015.

A mostra intitulada ¨140 Anos de Imigração Italiana no Rio Grande do Sul" conta com apoio cultural da Prefeitura Municipal, Câmara de Vereadores, Società Italiana Fiori Dei Piani, O Paladino, Jornal Folha de Estrela e Rádio Studio FM 98.3.

Fontes de pesquisa e fotos utilizadas para realização do Caderno Especial do Jornal Folha de Estrela: IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Livro Estrela - Ontem e Hoje do professor José Alfredo Schierholt,  Società Italiana Fiori Dei Piani e entrevista com o Sr. Lucio Tales Bellini.

Imigração Italiana no Brasil:

Introdução

Os primeiros imigrantes italianos começaram a chegar ao Brasil na década de 1870. Porém, foi entre as décadas de 1880 e 1910 que houve o maior fluxo de italianos para o território brasileiro, principalmente, para as regiões sul e sudeste do país.

Por que os italianos vieram para o Brasil
Grande parte dos italianos que migrou para o Brasil eram de origem humilde, principalmente de regiões rurais da Itália. O Brasil era visto como uma terra nova, repleta de oportunidades. Vale lembrar que a Itália passava por uma crise de emprego na segunda metade do século XIX, gerada, principalmente, pela industrialização do país. O alto crescimento populacional não foi acompanhado pelo crescimento econômico do país e pela geração de novos empregos, fazendo com que muitos italianos optassem pela vida em outros países (Brasil, Estados Unidos, Argentina, França, Suíça, entre outros).

Se por um lado a Itália tinha muitas pessoas querendo buscar trabalho em outros países, o Brasil necessitava de mão-de-obra. Após a Abolição da Escravatura (1888), os agricultores optaram pela mão-de-obra de origem europeia, ao invés de integrarem os ex-escravos ao mercado de trabalho. O próprio governo brasileiro fez campanha na Itália para atrair esses italianos para o trabalho na lavoura brasileira.

As colônias italianas no Brasil
Grande parte das colônias italianas se concentrou nas regiões sul de sudeste do Brasil. O estado de São Paulo foi o que mais recebeu imigrantes italianos que foram trabalhar nas lavouras de café e também nas indústrias da capital do estado. 

Já no sul do país, estes imigrantes se concentraram, principalmente, na região da Serra Gaúcha. Muitas colônias italianas foram criadas em cidades como, por exemplo, Bento Gonçalves, Caxias do Sul e Garibaldi. A cultura de uva para a produção de vinho foi a principal atividade econômica realizada por estes imigrantes.

Os empreendedores
Alguns italianos chegaram ao Brasil dispostos a criar pequenas empresas e prosperar na nova terra. Vendiam o que tinham na Itália e investiam no Brasil em áreas como a agricultura, comércio, prestação de serviços e indústria. Muitos destes italianos empreendedores prosperaram em seus negócios, gerando riquezas e empregos no Brasil. Um dos exemplos mais conhecidos foi de Francesco Matarazzo e seus irmãos, que emigraram para o Brasil em 1881 e construíram em São Paulo um verdadeiro império industrial.

A diminuição da imigração italiana para o Brasil
No começo do século XX, começou chegar à Itália, notícias das péssimas condições de trabalho e moradia de famílias italianas residentes no Brasil. Essas informações foram divulgadas pela imprensa, fazendo com que diminuísse drasticamente a vinda de italianos para o Brasil. Outro fato que influenciou essa queda na imigração, foi o controle feito pelo governo de Benito Mussolini sobre a imigração no final da década de 1920.

A cultura italiana no Brasil
Os italianos que vieram viver no Brasil trouxeram na bagagem muitas características culturais que foram incorporadas à cultura brasileira, estando presentes até os dias de hoje. Muitas palavras italianas foram, com o tempo, fazendo parte do vocabulário português do Brasil. No campo da culinária esta influência foi marcante, principalmente, nas massas (macarronada, nhoque, canelone, ravióli, etc.), molhos e pizzas. Os italianos também ajudaram a fortalecer o catolicismo no país. 

Você sabia?
- Comemora-se em 21 e fevereiro o Dia Nacional do Imigrante Italiano.
- De acordo com dados estimados da Embaixada da Itália no Brasil, vivem no país cerca de 25 milhões de descendentes de italianos, sendo que grande parte concentrada nas regiões sul e sudeste.
- Entre os séculos XIX e XX, cerca de 1,5 milhão de imigrantes italianos vieram residir no Brasil.


140 Anos da Imigração Italiana para o RS.


O estado do Rio Grande do Sul recebeu a primeira leva de imigrantes italianos a chegar ao Brasil. Os primeiros imigrantes desembarcaram em 1875, para substituírem os colonos alemães que, a cada ano, chegavam em menor quantidade. Os colonos italianos foram atraídos para a região para trabalharem como pequenos agricultores e lhes foram reservadas terras selvagens na encosta da Serra Gaúcha.

Na região foram criadas as primeiras três colônias italianas: Conde D’Eu, Dona Isabel e Campo dos Bugres, atualmente as cidades de Garibaldi, Bento Gonçalves e Caxias do Sul, respectivamente. Com o tempo, os italianos passaram a subir as serras e a colonizá-las. Com o esgotamento de terras na região, esses colonos passaram a migrar para várias regiões do Rio Grande. A base da economia na região italiana do Rio Grande foi, e continua a ser, a vinicultura.

No centro do estado foi criada a Quarta Colônia de Imigração Italiana, o primeiro reduto de italianos fora da Serra Gaúcha e que originou municípios como Silveira Martins, Ivorá, Nova Palma, Faxinal do Soturno, Dona Francisca e São João do Polêsine. Nesse último, está a localidade de Vale Vêneto, nome dado para fazer homenagem a tal região italiana.

Outras colônias italianas foram criadas e deram origens a cidades como Caxias do Sul, Farroupilha, Bento Gonçalves, Garibaldi, Flores da Cunha, Antônio Prado, Veranópolis, Nova Prata, Encantado, Nova Bréscia, Coqueiro Baixo, Guaporé, Lagoa Vermelha, Soledade, Sananduva, Cruz Alta, Jaguari, Santiago, São Sepé, Caçapava do Sul e Cachoeira do Sul. Essas são as principais colônias italianas do estado. Estima-se que imigraram para o Rio Grande 100 mil italianos, entre 1875 e 1910. Em 1900, já viviam no estado 300 mil italianos e descendentes. A língua italiana também é de ensino obrigatório nas escolas de Antônio Prado.

Imigração Italiana para Estrela-RS:



Observando-se a Lista dos Eleitores de Estrela, em 1890, percebe-se que o “italiano” mais próximo de Estrela tinha uma casa de negócio no 9º quarteirão eleitoral: Giovani Muttinelli. 

Mais adiante, no 10º quarteirão, estava Francisco Martini, lavrador. No 15º quarteirão, hoje Roca Sales, havia 9 eleitores “italianos”, dos quais os negociantes Cândido Giongo, os irmãos negociantes Domingos e Querino Tomazoni e Olímpio Cavagna. Este último, nascido lá por 1855, filho de Inocente Cavagna, foi o primeiro “gringo” a ingressar na política. Foi eleito conselheiro municipal, em 17-9-1896. Renunciou com todos os colegas, em 27-10-1897. Reassumiu como suplente, em 1902 e foi reeleito, em 1904. 

Só no 15º quarteirão, já em Roca Sales havia os eleitores Pascoal Bertoldi, Benjamin Bertoldi, Francisco Bertoldi, Romano Bertoldi, Ricieri Maglia, José Brock, José Stengheli e Cézari Pessine (deve ser Piccinini). 

Entre os pioneiros de Arroio da Seca foi João Batista Tonini. Veio da Itália, onde nasceu em 1823. Foi um dos sete primeiros moradores que abriu a picada ao longo do Arroio da Seca, no sentido oeste-leste, ou seja, da confluência do rio Taquari rumo às nascentes - cf Lothar Hessel, em Nova Geração, de 13-3-1976, p. 10. 

Marcante foi a vinda de um pequeno grupo de intelectuais italianos para a vila de Estrela, em 1912. Os irmãos Giovani, como médico, e Augusto Campelli, como farmacêutico, compraram a Clínica e Escola de Parteira de Dr. Gabriel Schlatter. Reformaram o sobrado e nele montaram uma nova clínica cirúrgica, tendo como assistente Dr. Guido Nastruci. Chegou a vir o cônsul italiano para a festa da inauguração. Sobrou dinheiro para Dr. Giovani Campelli entrar como sócio, com cinco contos de réis, numa empresa que, depois, foi a origem da fábrica de cerveja Polar. Arrebentando a I Guerra Mundial, o amor à pátria falou mais alto e fê-los voltar para a Itália. Depois da guerra. Dr. Giovani ainda voltou para Porto Alegre, por mais alguns anos, regressando definitivamente para Itália, onde faleceu. 

Na listagem de comissários seccionais, nomeados em 1913 pelo intendente Manuel Ribeiro Pontes Filho, constam alguns sobrenomes que parecem indicar a procedência italiana: 

No 1º distrito de Estrela: Francisco Cornelli. Em Novo Paraíso: Alberto Primmi. 

Na vila de Estrela, Paulo Bergamaschi foi funcionário no Banco Pelotense. Era jornalista, assumindo interinamente o jornal local, cf O Paladino, de 12-2-1922. Residia também em Estrela Orestes Lúcio Bergamaschi, um dos líderes e o primeiro presidente da Associação Comercial e Industrial de Estrela e que se casou com Íris Ruschel. 

No bairro Oriental, um dos pioneiros imigrantes italianos foi Ectorino Fiorini, falecido em 23-9-1936, pai de Adolfo, Albino, João e quatro filhas, todas casadas com famílias de origem germânica: Carlos Droll, Adolfo Müller, Willy Lohmann e a viúva Emília Fiorini Knobloch. 

A miscigenação racial é saudável, o que nem sempre teve apoio de pais preconceituosos. 
Na rua Fernando Abbott, em Estrela, Albino Tirelli, sucessor de Antônio Renz, estava estabelecido com Ourivesaria e Relojoaria – completo sortimento em jóias – Nesta oficina conserta-se todo e qualquer artigo deste ramo - cf O Paladino, de 2-10-1921. 

Quanto mais próximo do núcleo urbano de Estrela, mais lenta se tornava a aculturação de raças. Conseguiu vencer barreiras só nos últimos anos, com a vinda de professores e funcionários públicos. O fato muito tem influído na cultura, na economia e no próprio desenvolvimento da cidade. Percorrendo-se o Cemitério católico de Estrela, logo cai na vista os sobrenomes, levantados por Vera Diedrich, como Agostini, Angeli,, Bagatini, Balestro, Banassina, Barbieri, Bassegio, Benini, Betti, Biolin, Butignol, Carara, Caumo, Chrestani, Cofferri, Comin, Dacota, Dalagnol, Dalmoro, Dalpian, Dartora, Delai, Ferrari, Ferraza, Fiorine, Fontanella, Ghislene, Ghilardi, Giacomeli, Grassi, Guaragni, Gheno, Manfredini, Martini, , Mezacasa, Moriggi, Muraro, Mussulini, Nicolini, Paladini, Pedralli, Pellegrini,Piccinini, Possamai,Preto,Quartieri,Rigatti, Serruoti, Sfoglia, Sicorra, Simeoni ou Simioni, Taiani, Tibiti, Turatti, Turella, Walari,, Zambito, Zanella e Zeni. Mesmo no cemitério evangélico há os sobrenomes de Bartholdi, Conte e Fiorini. 

Também na vida política e econômica é marcante a presença da etnia italiana, como Agnoletto, Agostini, Albarello, Antoniolli, Baesso, Bagatini, Bagestan, Balbinot, Barbieri, Bassegio, Bastian, Bazanella, Belini, Belmonte, Benini, Berté, Berti, Berticelli, Betti, Bianchini, Biguelini, Bochi, Bortolini, , Bortolotto, Bottoni, Bezetti, Brancher, Bresolin, Busato, Calsa, Cantu, Cappelatti, Carbone, Casagrande, Castoldi & Cherini, Ceratti, Cherini, Chesini, Chiarelli, Chiesa, Cicceri, Coferri, Colpo, Consi, Constantin, Conte, Corbellini, Cover e Ponzoni, Dadall, Dall Prá, Dalcomo, Dall Orsoletta, Dalpian, Daltoé, Dartora, Daroit, Degasperi, Delai, Deitos, Delazeri, Demarchi, Destesani, Donato, Facini, Ferrari, Ferrazza, Ferri, Fiorini, Fontanella, Fontanive, Foppa, Fornari, Fracaro, Franceschi, Frozza, Fumegalli, Fungheto, Gandini, Garbin, Genezzini, Gerelli, Gheno, Giongo, Giovanella, Girardi, Gottardi, Grando Granetto, Grassi, Guaragni, Guglielmini, Guindani, Guzzo, Guzzon, Laste, Lizot, Locatelli, Longhi, Lovato, Lucietto, Lussani, Mafissoni, Malfatti, Maluessi, Manfredini, Mânica, Mariani, Marin, Mantese, Martini, Masiero, Matiello, Mazzarollo, Meneghini, Mezacasa, Mezzomo, Miorando, Modesti, Molina, Morelli, Moretto, Moriggi, Muccillo, Negri, Nicolodi, Odorizi, Orighella, Orlandini, Orsolin, Paladini, Pastoriza, Pavanelo, Pavi, Pavoni, Pedotte, Pelegrine (i), Perin, Petrini, Petuco, Piccinini, Pivatto, Portella, Portolan, Possamai, Pozzebon, Pretto, Prilla, Pruvinelli, Pucinelli, Quartieri, Radaellli, Reginatto, Rigatti, Rissi, Ritta, Romagna, Rossetto, Sachini, Salvadori, Sbardelotto, Scalabrini, Schena, Seffrin, Sessi, Sesti, Sfoglia, Simeoni, Soldi, Spanholo, Tallini, Tonelli, Torriani, Turatti, Valandro, Vanzin, Vettorello, Zambiazi, Zanatta, Zancanaro, Zanella, Zanini, Zanluchi, Zuchetti e muitos outros. Trentini é de origem austríaca-alemã, do Tirol, quando pertencia à Itália Irredenta, de possessão austríaca. 

Com a finalidade de pesquisar a história e genealogia das famílias da etnia itálica, bem como cultivar as tradições e a língua italiana, foi fundada a Società Italiana Fiori dei Piani, com sede em Estrela. Com o apoio de toda a Estrela, em 2000, os associados inauguraram a sede própria, em Santa Rita, estando na presidência Darlã Belini.

História Società Italiana Fiori dei Piani

Sentimentos comuns, a mesma origem e gostos semelhantes, de um grupo de descendentes de imigrantes italianos, que se encontravam informalmente, fizeram com que surgisse uma grande vontade de ampliar este convívio e reunir um maior número de "gringos" e simpatizantes.

Embora Estrela seja um município de colonização predominantemente germânica, aos poucos, vindos principalmente da região serrana - 1ª, 2ª e 3ª colônias italianas - há mais de 40 anos, constatou-se a presença de muitos descendentes de italianos em nossa cidade. Consta que alguns dos primeiros foram: João Crestani, Dionísio Benini, Domingos Guglielmini, Mario A. Bassegio, Nelson Ricci (Madona), Artêmio Fiorini, Ibenor Reginatto, Simeoni, Hugo Vanzin e muitos outros. Assim sendo, foi criada uma sociedade, para agregar o maior número possível de oriundi e simpatizantes. Nasceu então oficialmente em 04 de maio de l994 a SOCIETÀ ITALIANA FIORI DEI PIANI (Sociedade Italiana Flores das Planícies). O primeiro presidente da entidade foi Hermogenio Lizot (Hermes), seguindo-se Sérgio Manica, Paulo Berti, Olyr Moretto, Hermogenio Lizot, Paulo Degasperi , Vani Maria Bortoluzzi Madeira por 2 gestões e novamente Paulo Degasperi. Hoje o presidente é Darlã Bellini.

Em 1999, a Società adquiriu 1 e meio hectare de terras, localizadas em Santa Rita, na qual foi construída sua Sede Social e uma Pedana de Tiro ao prato e em 2008 um quiosque para 40 pessoas, espaço este que atrai dezenas de atiradores de toda a região, tendo sido reservados também espaços para outros esportes e atividades sociais e culturais, como uma biblioteca construída em estilo colonial italiano com livros, revistas, e dicionários em italiano ou em português que versam sobre a cultura e a história dos imigrantes italianos. 

O pavilhão está dotado de toda infra-estrutura para atender refeições para mais de 300 pessoas. Em 2005 foi construído um Capitel em honra a Santa Lúcia, nos moldes dos antigos capitéis encontrados na colônia italiana.

Possui ainda grupos de Danças Folclóricas Italianas, que ensaia semanalmente para apresentações o ano todo, dentro e fora do município.

Conta também com o grupo de cantoria Grazie Imigranti, que revive canções típicas italianas em ensaios semanais e apresentações em diversos municípios da região. Foi responsável pelo programa "La Buona Musica Italiana", que era apresentado todas as terças-feiras pela Rádio Alto Taquari, AM 820, durante 4 anos. Divulga i língua italiana através de curso em parceria com a ACIRS (Associação Cultural Italiana do RGS), e Consulado da Itália.

Possui em torno de 195 sócios, entre descendentes e simpatizantes, que contribuem para que sejam revividas as tradições italianas, sejam elas, sociais, culturais, esportivas ou gastronômicas.

História do Coral

O grupo surgiu em 2004 da necessidade que um grupo de descendentes de italianos sentiu de reviver e perpetuar as tradições italianas. Nossa característica principal é cantar músicas em Italiano, com músicas folclóricas, populares e religiosas. Está vinculado à Società Italiana Fiori dei Piani de Estrela, que o mantém. 

Começou com 12 componentes como Grupo de Cantoria e hoje transformado em Coral, contamos com 21 cantores. Faz parte da Liga de Corais de Estrela.

Neste período realizou dezenas de apresentações em festivais de música italiana ou não, na cidade e região.

Hoje é coordenado por Shirley Barbieri e tem como maestro o professor Tiago Garcia.


Para agendar apresentações, basta ligar para Shirley Barbieri, telefone (51)81836102, ou com o secretário da Società Milton Ten Pass, telefone (51)91430853.

Histórico do Grupo de Danças

O Grupo de Danças Folclóricas Italianas da Società Italiana Fiori dei Piani de Estrela, foi criado no ano 2000 e fez sua primeira apresentação em setembro daquele ano por ocasião da inauguração da sede própria da Società, localizada na Linha Santa Rita, em Estrela.

Possuía 17 integrantes, que ensaiavam sob o comando do instrutor Daniel Dalmolin, o qual permaneceu até o ano de 2006. 

No decorrer destes anos foram realizadas dezenas de apresentações em Estrela e nos municípios vizinhos. O grupo participou também de diversos Encontros Regionais, tenho sediado em 2005 o V Encontro Regional em Estrela, onde participaram 8 grupos. Hoje o grupo é ensaiado pelos ex-integrantes, Rodrigo Caliari e Débora Caliari.

Integrantes da Diretoria Diretoria
Presidente: Darlã Bellini
Vice Presidente: Gustavo Reginatto
Primeira Secretária: Aline Possamai
Segunda Secretária: Marlete Baldissera
Primeiro Tesoureiro: Leonardo Lizot
Segundo Tesoureiro: Ricardo Mezzomo

Departamento Cultural
Dança: Rodrigo Caliari
Canto: Shirley Barbieri
Biblioteca: Lúcio Tales Bellini

Departamento Patrimonial. Esportes e Meio Ambiente
Responsável: Paulo Degasperi
Responsável: Hermogênio Lisot

Departamento de Caça e Tiro
Responsável: Edison Becker

Departamento Comunicação
Responsável: Rodrigo Mezzomo

Conselho Fiscal
Ângelo Roberto Balestro
Elemar Pedotte
Rafael Dambrós

Suplentes
Otomar Marcello Zanella
Renan Borelli
Fernando Potrich

Conselho Deliberativo
Ênio Bassegio
Mário Dambrós
Bruno Nicolai
Diego Possamai
Adilar Bottoni
Ademar Dadal
Luís Daniel Mussolini
Valdir Daltoé
Paulo Degasperi
Izaldo Carlos Morelli
Gilmar Gianesini
Rodrigo Mezzomo


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